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13 de nov. de 2011

Tema e lema da IECLB - 2012!

Texto escrito pelo P. Renato Luiz Becker - http://renatobecker.blogspot.com



O tema e o lema da nossa querida IECLB para 2012 será “Comunidade jovem - Igreja viva - Antes que eu te formasse no ventre, te conheci” (Jeremias 1.5a). Escrevi um pequeno texto para cooperar nesta reflexão... Convido à leitura. Ele é o começo de uma reflexão que, seguramente, vai nos envolver!

Sim, foi um bem-te-vi que me acordou. Da janela, vi o pássaro de ventre amarelo vocalizando o meu amanhecer. Tomar café na confeitaria da “vila”, por que não? Surpresa! A Aline e o Henrique também estavam lá. Fiz o meu pedido à atendente e sentei-me ao lado deles.

- Olá pessoal!
- Oi Pastor! Lemos a sua coluna no jornal – disse a Aline.
- Algum detalhe chamou a atenção de vocês?
- Aqui, olhe Pastor: A IECLB já depende e ainda vai depender muito mais dos jovens que se achegam para trilhar os caminhos de fé.
- Grande Henrique! A base da nossa Igreja é a fé em Jesus Cristo. Nele experimentamos o perdão dos pecados, a vida abundante. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, todos estão convidados a terem acesso à proposta de paz, amor e perdão que vem de Deus.
- Em um dos nossos encontros da Juventude Evangélica, a Aline também já se referiu à nossa Igreja como “viva”, aberta a todos.
- Bom, Henrique, a nossa Igreja é “vibrante” porque tem a Bíblia como fonte, como norma para a vida. Alicerçados nesta verdade abrimos os nossos ouvidos para os recados que a Palavra de Deus traz.
- A Bíblia é “fonte”, é “norma” para a vida. Uaaau!
- É Aline! Quem lê a Palavra de Deus com responsabilidade, desenvolve vida espiritual sadia, cresce em amor pelos outros, encorpa o louvor a Deus. Sim, cabe-nos continuar oportunizando a fé às próximas gerações.
- Estamos nessa, Pastor! A Aline e eu também sonhamos com uma Igreja que se renova enquanto caminha.
- Sei disso! Vocês, como eu, articulam o fortalecimento da IECLB dentro dos grupos em que participam. Ah! Parabéns pelo debate que organizaram no “campus” universitário.
- Que debate! Amei a fala do palestrante: O amor vê o sofrimento dos outros. A Igreja é o lugar onde as pessoas, em meio às suas crises, encontram apoio...
- Certo, Aline! Dialogar sobre os problemas que machucam os fracos, dar timbre de voz aos que não têm – essa é a nossa tarefa!
- Gente! Preciso ir. A gente se vê e se fala.

Fui para casa motivado por bons pensamentos. Aqueles jovens dariam seguimento ao Projeto do amor de Deus, à Igreja – isso era mais do que certo.

Tal como eles, o jovem Jeremias também teve perspectivas de fazer carreira na cidade grande. Quando Deus o convocou para passar uma mensagem mais densa aos povos, Jeremias não se mostrou muito disposto a mudar o rumo da sua vida e disse: “Eu não sei falar. Sou muito jovem!”.

Deus percebe “temor de mudanças” no futuro profeta e diz: “Jeremias! Fica tranquilo. Eu já penso em ti antes do teu nascimento. Não presta atenção nos teus mil medos. Quero que te does ao mundo em prol de “mais vida”. Jeremias ouviu, refletiu e fez a boa opção. Não se fixou no que não sabia fazer, nas críticas que poderia vir a sofrer, mas ousou confiar o “momento novo” a Deus. Agindo assim, não se solidificou, mas se moveu com liberdade, fazendo história.

Já em casa, escrevi um e-mail: Olá Aline! Olá Henrique! A IECLB conta com pessoas para construir um futuro melhor para o nosso mundo. Vocês têm o perfil da “profetisa” e do “profeta” moderno. Idade e cultura não importam. Se Deus chama, o que vale é a fé, o desejo ardente por mudanças. Essas só acontecerão se movermos as nossas mãos a partir de clara reflexão. Topam o desafio? Acomodei-me na cadeira giratória e dei “enter”. Não demorou e o Henrique entrou na rede:

- Oi! O que eu faço para ser profeta?
- Opa! Um “profeta moderno” tem a tarefa de acabar com os preconceitos, destruir o ódio, construir “pontes” e plantar amor, por exemplo.
- Como faço isso?
- Se você fosse menino, convidaria o seu vizinho mais pobre para brincar. Se fosse parente da pessoa que, depois da briga por causa da herança, decidiu não trocar mais uma palavra que seja com os seus familiares, escreveria um cartão de aniversário. Se percebesse vizinhos recém-chegados, os convidaria para uma xícara de chá. Se fosse pai, doaria tempo e levaria os seus filhos a sério. É isso aí!
- Interessante! Podemos falar mais tarde?
- Beleza!

A vida seguia em frente. Lá longe, o bem-te-vi ainda cantava: Bem-te-vi!

15 de out. de 2010

Pelo fim da guerra santa nas eleições

CARTA PASTORAL

Pelo fim da guerra santa nas eleições

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB tem exercido na área pública e no cenário político uma postura de vigilância profética e de ação calcada no princípio do amor ao próximo. Não tem perseguido interesses próprios institucionais, mas tem buscado, no âmbito de sua responsabilidade, servir as pessoas em suas necessidades físicas e espirituais.

Em seu próprio nome e em sua Constituição, a IECLB adotou deliberadamente a designação de ser igreja no Brasil, com “todas as consequências que daí resultarem para a pregação do Evangelho neste país e a corresponsabilidade para a formação da vida política, cultural e econômica de seu povo”, como formulado pelo Pastor Presidente H. Dohms já em 1949, no Concílio constitutivo da então denominada Federação Sinodal. Marco histórico foi também o chamado Manifesto de Curitiba, adotado no Concílio Geral de 1970, quando em meio ao período mais sombrio do regime militar, a IECLB estabeleceu critérios claros de distinção entre Igreja e Estado, entre esferas pública e privada, sem, contudo, separá-los como autônomas ou estanques. Realçou, por isso mesmo, o papel de vigia da igreja, por exemplo, na denúncia de infrações aos direitos humanos.

Um princípio fundamental da Reforma, no século XVI, e parte integrante da confessionalidade luterana, é também o total respeito à consciência de cada pessoa e a suas próprias decisões de fé, ainda que a Igreja deva proclamar sempre e em todos os lugares os valores da Palavra de Deus. Entre estes se destacam o cuidado para com toda a criação, a dignidade de todo ser humano como criatura criada à imagem de Deus e a edificação de comunidades acolhedoras e fraternas, nas quais não haja exclusões e onde, por isso mesmo, gozam de especial carinho todas as pessoas pobres, as que padecem necessidades ou sofrem injustiças e opressão.

Esses são princípios básicos que norteiam quem é cristão em seu discernimento ético e também na avaliação das propostas políticas em debate na Nação. Repudiamos como incompatível com a fé cristã todas as tentativas de “sacralizar” o embate político, sobretudo qualquer tentativa de “satanizar” ou “demonizar” pessoas ou forças políticas adversárias. Quem o faz deve se perguntar e ser questionado se não está sendo ele próprio instrumento da injustiça e do mal. Já há quase cinco séculos, o Reformador Lutero repudiou completamente o conceito de “guerra santa” como falsificação da palavra de Deus. Devemos resistir à tentação de reintroduzi-lo em nossas consciências e na vida política.

Uma preocupação especial temos com o uso, melhor dito, o abuso da internet. Nesta campanha, ela tem se revelado como instrumento poderoso não apenas para a difusão de notícias e opiniões, bem como para análises da realidade, mas também, em larga medida, para disseminar calúnias e difamações, muitas vezes de forma acobertada pelo anonimato ou até mesmo fazendo uso indevido de nomes de pessoas ou entidades respeitáveis e conceituadas.

Exortamos, portanto, a todas as pessoas, em particular os membros da IECLB, a que não se deixem seduzir por acusações oportunistas ou temáticas diversionistas, nem se deixar levar por emoções artificialmente induzidas. Ao contrário, examine-se com sobriedade, à luz dos valores de nossa convicção evangélica, acima arrolados, a nossa realidade, suas mazelas e suas belezas, o momento peculiar que vivemos como Nação, a qualidade de vida que temos e pretendemos alcançar. Avaliem-se também as propostas de programa da candidata Dilma e do candidato Serra. Em que consistem? Qual seu alcance e resultado? Avançam a justiça e a solidariedade no país? São exequíveis ou apenas promessas de campanha?

Assim, decida cada qual em sua consciência.

Porto Alegre, 14 de outubro de 2010
Dr. Walter Altmann
Pastor Presidente

15 de jun. de 2010

Política secular e eclesiástica

Por: P. Renato Luiz Becker

Não faz um mês experimentamos mais uma Assembléia do Sínodo Norte Catarinense. Ela se deu no pátio, no templo da Paróquia da Paz. Penso que no futuro essa nossa Assembléia será lembrada como um dos momentos políticos mais marcantes da nossa História. Sim... se fez e se faz política. Que bom que se fez política.

Hoje, depois muitos anos novamente passei meus olhos sobre velhos textos que li em 1993: Feuerbach, Marx, Nietzsche e Freud. Parece mentira, mas o tema “religião” é novamente atual uma vez que se liga com o desejo de conforto e responsabilidade; com todos os medos de possíveis choques de cultura que possam provocar rupturas.

Pessoas cristãs que se engajam na política não aceitam os fatos simplesmente como fruto do destino, mas como uma oportunidade de “fazer a hora”; como um desafio para o fomento do desenvolvimento orientado. Quando permitimos que amadores ou agitadores pensem e decidam por nós, acabamos correndo grande risco no que tange à experimentação da paz.

Conheço políticos seculares e eclesiásticos atuantes na Igreja e no mundo. Eles nos ajudam a adquirirmos uma visão sóbria daquilo que é possível se manter de pé ali onde uns e outros inexperientes e desorientados só percebem abundância de problemas.

Tenho diante de mim um texto da grande filósofa judia Hanna Ahrendt onde se lê: "Política tem tudo a ver com amor ao próximo, com amor ao mundo". Sinceramente, agradeço a todas e a todos que se envolvem com política dentro da nossa CEJ, da nossa IECLB. Esse povo nos ajuda a caminhar por caminhos mais pensados, trabalhados, aplainados.

6 de mar. de 2010

O Caminho faz aniversário

O jornal O Caminho está completando 25 anos de circulação. Já são mais de 4.300 páginas tablóide de notícias e textos com reflexão de temas da fé, de assuntos da atualidade e de aprofundamentos sobre ecumenismo, diaconia, política, ética, direitos humanos, missão e outros temas que nos dizem respeito como cristãos de confissão evangélico-luterana.

O Caminho não tem estrutura física e profissionais no encalço das notícias, mas é fruto de um mutirão mensal feito por várias pessoas espalhadas pelas comunidades. Cada edição tem a tiragem de 25 mil exemplares.

Para comemorar a data, entre outras coisas, um novo projeto visual do jornal e do site também estão nos planos.



Para ler a matéria completa clique aqui, e para saber mais sobre O Caminho, acesse o site www.jornalocaminho.com.br. Tenho certeza de que você vai encontrar muitos assuntos de seu interesse!