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28 de jan. de 2011

Os países mais felizes do mundo

Será que é possível calcular o quanto um país é feliz?

É de se chamar a atenção quando uma consultoria resolve calcular o grau de felicidade de um país, pois índices econômicos geralmente são difíceis de entender — mesmo quando medem algo mais objetivo, como uma variação de preços. Um estudo feito pelo instituto internacional Legatum, no entanto, afirma quais são os países mais felizes do mundo.

Chamado de Índice Legatum de Prosperidade, a pesquisa leva em conta fatores que contribuem não só para que a nação enriqueça, mas para que cada cidadão tenha garantias de bem-estar e de estabilidade financeira. Para tentar entender e medir a felicidade dos países, os pesquisadores investigaram temas como, por exemplo, educação, saúde, liberdade política e religiosa, nível de emprego, poder aquisitivo, grau de burocracia, número de casamentos e divórcios.

A última edição do estudo considera informações de 110 países, cobrindo praticamente 90% da população mundial (o Brasil aparece na 45ª posição, menos feliz que Trindad e Tobago (44ª), Malásia (43ª) e Argentina (41ª)).

1º Noruega é o país mais feliz do mundo
No topo do ranking, a Noruega está entre os primeiros do mundo em quase todos os indicadores considerados pelo estudo. A população convive com preços estáveis nos mercados, a taxa de desemprego é de 2,6% e, entre 2004 e 2008 a riqueza per capita do país cresceu a uma média de 2,1% ao ano.

A satisfação dos noruegueses com os serviços providos pelo governo é praticamente unânime: nove entre dez habitantes confia na regulação das autoridades sobre o ambiente de negócios. Além disso, 58% dos cidadãos comuns confiam no governo e se dizem satisfeitos com a democracia no país — o regime político em vigor atualmente já dura 63 anos. Para terminar, os sistemas educacional e de saúde agradam a parcelas superiores a 90% da população, que também se diz satisfeita com a liberdade de expressão, de culto religioso e de associação a partidos políticos.

2º Dinamarca tem o melhor ambiente de negócios

Menos de 1% da população dinamarquesa relatou ter enfrentado dificuldades para sustentar a família em 2010. Razão como esta coloca o país na segunda posição do ranking dos mais felizes do mundo.

A Dinamarca possui o melhor ambiente de negócios de todos os países pesquisados. Os custos para abrir um novo empreendimento são os mais baixos e, além disso, novas empresas são amparadas por estruturas confiáveis de internet de banda larga e telefonia celular. O país se destaca também no setor público: a democracia é uma das mais desenvolvidas do mundo, com espaço para debates políticos e liberdade de opinião.

3º Finlândia tem a melhor distribuição de renda do mundo
Com um dos melhores sistemas educacionais, e serviços de saúde para toda a população, a Finlândia aparece na terceira posição do ranking da Legatum. O país se destaca por ter a melhor distribuição de renda do mundo, e por estar entre os 10 primeiros países quando se fala em investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

O sistema de governo conta com ampla aprovação dos habitantes, que dizem confiar no governo e no processo eleitoral. A percepção de corrupção dos eleitores é a segunda mais baixa no mundo, perdendo apenas para a Noruega. O país também se destaca em aspectos mais subjetivos: mais de 90% dos finlandeses estão satisfeitos com sua liberdade de escolha, tanto política quanto religiosa. Além disso, 60% da população afirma que pode confiar em outras pessoas, mesmo desconhecidas. E quase 100% dos habitantes diz que confia totalmente na família e em parentes em casos de necessidades

As informações são da revista Exame, que elencou os dez países mais felizes do mundo. Para conhecê-los, é só clicar aqui.

23 de jun. de 2010

A polêmica de Kaká

Ainda em ritmo de Copa do Mundo, vários jornais e sites de notícias aproveitaram a entrevista coletiva de Kaká, após sua expulsão no jogo do Brasil contra a Costa do Marfim, para suscitar um tema sempre polêmico: religião e futebol.


O fato é o seguinte: o jogador acusou Juca Kfouri, colunista da Folha de S. Paulo, de persegui-lo por motivos religiosos. O jornalista publicou, na semana passada, uma nota dizendo que o meia tem sérios problemas no púbis, tão graves que ameaçariam sua carreira. O recado de Kaká foi dado após uma pergunta de André Kfouri, repórter de uma emissora brasileira e filho de Juca.

"Há algum tempo, os canhões do teu pai têm me atingido, não para me criticar por motivos profissionais, mas por causa da minha fé em Jesus Cristo. Do mesmo jeito que eu respeito o Juca Kfouri como ateu, eu queria que ele me respeitasse por acreditar em Jesus Cristo. Milhões de pessoas acreditam em Jesus, e ele precisa respeitar isso".

Como resposta, Juca escreveu, na coluna publicada no dia 21/6, que Kaká desmentia, mas sofria dores por uma lesão e estava fazendo um sacrifício para permanecer na Copa. Em outro trecho, cita a expulsão do jogador como lamentável.

"Precisando ganhar ritmo, sua expulsão é de se lamentar, tanto que ele apanhou para reagir com duas carícias desnecessárias e avaliadas com excesso de rigor pelo árbitro francês: cartões amarelo e vermelho, e ele não irá enfrentar Portugal. O bom menino, disposto ao sacrifício que está fazendo para ter a sua Copa do Mundo inesquecível, não sabe ser mau, e nem deveria tentar, porque alguém castiga."

E você, o que pensa sobre isso?