10 de mar. de 2010

Recortes da história luterana

Noventa e seis mil páginas com registros antigos de batismos, confirmações, casamentos e óbitos de 12 cidades de Santa Catarina foram reunidas e digitalizadas. Agora ficou bem mais fácil pesquisar sobre os antepassados. Foi publicado no jornal A Notícia de hoje (também disponível online).

A história dos luteranos em Santa Catarina agora pode ser consultada digitalmente. Com o projeto Raízes de Nossa História, as igrejas reuniram cerca de 96 mil páginas com registros antigos de batismos, confirmações, casamentos e óbitos de 12 cidades, incluindo Joinville. O processo de digitalização começou em 2008 e será finalizada neste mês. Estes documentos resgatam e preservam a memória das comunidades luteranas desde o século 19.

Quando Joinville ainda era a Colônia Dona Francisca, os luteranos já registravam sua história. Os primeiros documentos datam de 1851, apesar disso, os papéis não precisaram de restauração. Antes do projeto, já foram feitas cópias dos documentos originais. A maioria estava escrita em alemão gótico. “Já tinhámos esse sonho e eu conheço esses documentos praticamente de cor”, enfatiza a escriturária Jeane Ponick, em tom de brincadeira. Há 21 anos, ela trabalha na secretaria da Comunidade Evangélica de Joinville (CEJ) e junto com o secretário administrativo Osmar Lange, 53 anos, reuniu os livros de registros.


No período colonial, a maioria da população joinvilense era luterana. Hoje, ao todo, são 17 mil pessoas que congregam em 11 paróquias e nas comunidades de Pirabeiraba e Vila Nova. Todas colaboraram com o projeto e reuniram 125 livros. Até 2001, os documentos eram arquivados na CEJ, mas, atualmente, cada comunidade arquiva seus próprios registros. Das 13 igrejas, 11 fazem os registros manualmente.


No fim de março, os arquivos digitais serão doados às comunidades em DVD. Na lista, constam as paróquias de Balneário Camboriú, Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Gaspar, Indaial, Itajaí, Itapema, Joinville, Pomerode, Rio dos Cedros e Timbó. Preservando os documentos, o projeto preserva também as histórias das famílias luteranas. Segundo Osmar Lange, é comum as pessoas consultarem os livros para saber mais sobre os antepassados.


Esse projeto foi idealizado pela coordenadora Vera Lúcia Luchtenberg, para a comunidade luterana de Blumenau, mas incluiu outras paróquias do Vale do Itajaí. Joinville, participou com a indicação do governador Luiz Henrique da Silveira. Os recursos para a realização dos projetos em todas as cidades vieram do Fundo de Apoio à Cultura do Governo do Estado de Santa Catarina e da Associação Empresarial de Blumenau (Acib). No município, o primeiro registro foi feito em 1857, pelo pastor Rudolf Osvald Hesse, que escrevia, com bico de pena e tinta, os registros da comunidade blumenauense. “A maior alegria é que conseguimos em tempo hábil preservar a história deste povo”, explica Vera. Agora, o projeto quer dar mais um passo: traduzir todas as páginas e separar por sobrenome os registros, a fim de facilitar as futuras pesquisas.

8 de mar. de 2010

And the Oscar goes to...

Já que o Oscar movimentou os vários sites de notícias, blogs e coberturas televisivas nos últimos dias, aproveito pra postar abaixo "Dez questões sobre o Oscar 2010", escrito por Bruno Yutaka Sato na Ilustrada, da Folha Online. Embora a publicação seja do dia 3 deste mês, acho que vale a pena pensar um pouco no que ele coloca, principalmente no que se refere a questão mercadológica cada vez mais presente no cinema (não só no cinema, é claro):

1. TERAPIA

O Oscar é a grande terapia coletiva norte-americana. Se os EUA continuam no Iraque, “Guerra ao Terror” e “Avatar” fazem belos mea culpa; “Invictus” e “Distrito 9” reveem o Terceiro Mundo; “Bastardos Inglórios” reescreve a história; “Amor sem Escalas” é um exame de consciência da realidade capitalista; “Preciosa” e “Um Sonho Possível” são como os filmes brasileiros que exploram a miséria e “Up - Altas Aventuras” e “Um Homem Sério” retratam crises pessoais;

2. TRIO

Espremendo os dez, não saem nem cinco. Apenas três filmes merecem o ostentoso título “Melhor filme do ano” (“Avatar”, “Guerra ao Terror”, “Bastardos Inglórios”); mas vale lembrar que o “melhor filme” do Oscar nem sempre é sinônimo de qualidade, vide “Shakespeare Apaixonado”;

3. PIEGUICE

“Um Sonho Possível” corre por fora, mas quem sabe? É como se fosse um “Invictus” sem o talento de Clint Eastwood e só com as partes cafonas. O Oscar já premiou filmes didáticos/maniqueístas que parecem ignorar os últimos 60 anos de evolução das técnicas narrativas (vide o Oscar para “Crash”);

4. EXPLORAÇÃO

“Preciosa”? Spike Lee já fez melhor, e me incomoda particularmente a representação gráfica de toda aquela miséria; soa a sensacionalismo barato, exploração da miséria alheia, e não um filme cúmplice. É como se tudo fosse meio caricato, felliniano, daí ser difícil levar a sério o aspecto “social”, de denúncia;

5. É GUERRA

Nos últimos 40 anos, três filmes sobre guerra levaram o prêmio: “Patton - Rebelde ou Herói” (1970); “O Franco Atirador” (1978) e “Platoon” (1986). “Guerra ao Terror” seria mais um novo capítulo nessa tradição?

6. ACADEMIA MACHISTA

A Academia tem um débito com as mulheres, já que nenhuma nunca levou o prêmio de direção. Kathryn Bigelow é a quarta indicada; não é possível que em mais de 80 anos de existência do prêmio não tenham aparecido mulheres merecedoras do Oscar;

7. LOBBY

Faz toda a lógica “Avatar” vencer, se levarmos em conta o quesito interesses da indústria. Em termos técnicos, nada se compara à chegada do som; mas um prêmio para “Avatar” seria a coroação do 3D, a tábua de salvação do cinema (em termos de indústria), que, vale lembrar, é uma arte nascida da tecnologia e em constante transformação;

8. NÃO É HORA

É óbvio que “Avatar” terá sequência; o próximo da saga, segundo James Cameron, vai se chamar “Na’vi” e irá abordar a vida dos habitantes de Pandora. Em 2003, o terceiro “Senhor dos Anéis” venceu. Mas era a conclusão da saga, daí tinha cara de ser um prêmio pelo conjunto da obra. Será que o Oscar de “Avatar” não chegará só quando a saga concluir?

9. TERRA BRASILEIRA

Na minha lista de melhor filme brasileiro do ano para a votação do Cinesesc, indiquei “É Proibido Fumar”. Ainda assim, não o vejo como páreo dos indicados ao prêmio de filme estrangeiro, todos de altíssimo nível. Mas, na terra da Globofilmes, é rei

10. MOFO

Goste ou não do Oscar, não há como negar que esta edição tem, ao menos, o mérito de levantar questões relevantes sobre a indústria e seu futuro; tudo bem que as mudanças foram por questões mercadológicas, mas tem menos cara de coisa mofada.

7 de mar. de 2010

Turma da Mônica politicamente incorreta?

No blog Trágico e Cômico, do Estadão, o chargista Diogo Salles escreveu sobre uma questão que tem sido bastante discutida nos últimos dias, principalmente por comentários no Twitter: o fato das Histórias em Quadrinho da Turma da Mônica, de Maurício de Souza, serem politicamente incorretas. O que corre por aí é que a Mônica pratica bulling e seus amigos Magali e Cascão têm desvios comportamentais.

Eu achei o texto do colunista bem pertinente, com críticas oportunas. E você, o que pensa sobre isso?

Publico o texto abaixo. Se quiser saber mais, é só clicar aqui.

Soa o gongo para mais um round na luta do humor e da HQ contra o patrulhamento politicamente correto. O último havia sido a polêmica do livro Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol. E eu que achava que já tinha visto de tudo, vi o recorde da vergonha alheia ser batido mais uma vez: um sujeito tentou mostrar que os quadrinhos da Turma da Mônica são um mau exemplo para as crianças porque são “conservadores”. Dê uma olhada na imagem acima. Viu como essa turminha representa uma grande ameaça ao seu filho? Medo!

Não será preciso desmontar as fraquíssimas argumentações do texto, porque isso já está feito. O que me assusta é o falso moralismo, a mentalidade primitiva e a mesquinhez do autor, que entre outras sandices, diz que a Mônica pratica “bulling” e que a Magali e o Cascão têm “desvios comportamentais”. Ora, não entendi. Com o perdão da indiscrição, mas será que o autor se deixou influenciar tão fácil pelo Cascão que parou de tomar banho? Nada contra, só perguntando. Ou será que ele, influenciado pela Mônica, passou a praticar o “bulling” lá no sindicato dele?

Aliás, a crítica ideológica do texto é um caso à parte. Entre outras pérolas, ele classifica o Chico Bento como “uma visão elitista e burguesa do campesinato”. Se isso era para ser uma piada, o autor falhou feio — tem gente que fez muito melhor. Mas o fato é que a Turma da Mônica retrata o universo infantil de uma forma lúdica, quase ingênua. E só. Bom ou ruim, não há uma gota de ideologia por trás. Deve ser difícil para as viúvas da Guerra Fria compreenderem isso. O texto, embora travestido de crítica à obra e aos personagens, entrega a real intenção do autor: fazer um ataque pessoal ao Mauricio de Sousa. Sei lá, fazer quadrinhos infantis, ser bem sucedido comercialmente e, além de tudo, sem precisar se pendurar a qualquer governo ou partido… Deve dar uma inveja danada. Talvez seja esse o pecado de Mauricio de Sousa.

Porém, confesso que, lendo o texto, fiquei na dúvida sob qual cartilha ideológica se ajoelha o autor. Tanto poderia ser alguém da extrema direita religiosa quanto um comunista rancoroso, desses que defendem Stálin, etc. De um jeito ou de outro (senão dos dois), só me resta uma certeza: o cara é mesmo um tremendo de um reaça.

Super Mario está de volta

Que Mario? Sim, ele mesmo: o encanador bigodudo. E, com ele, o dinossaurinho Yoshi, que serve de montaria ao herói e é capaz de ser superveloz, inflar e voar.

Super Mario Galaxy 2 chegará às prateleiras no dia 23 de maio, com seus tradicionais ambientes de pano de fundo, com fases de água, neve, casas assombradas e jardins. Como novidade, Mario poderá usar um objeto com poder de perfurar a terra, possibilitando assim acessar novos lugares no espaço.

Para que gosta de video game e, como eu, achava bonitinho e divertido jogar Super Mario, fica a dica.

A informação é da Folha Online de hoje.

6 de mar. de 2010

Dicas de sites

Navegando por aí, encontei dois sites muito bacanas. Por isso, listo abaixo e deixo a dica para que você acesse e fique por dentro também:

Revista Novo Olhar
Com abordagens inovadoras, a revista permite um novo olhar para a realidade da vida, do mundo e do contexto em que vivemos como pessoas cristâs. Aborda temas atuais, sendo fonte de informação e formação.

Comissão Interluterana de Literatura
Tem como principal objetivo planejar e promover a editoração e divulgação de literatura do interesse comum de ambas as igrejas e testemunhar, assim, a vida cristã no contexto da sociedade brasileira por meio da Palavra impressa.