28 de set de 2010

CiUni Show

Atenção, cinéfilos de plantão!

A MiUni está, desde setembro, com o CiUni Show, uma programação de cinema no primeiro sábado de cada mês. As exibições acontecem no mesmo horário e local das reuniões, e são abertas a toda a comunidade.

Fique por dentro da agenda, convide seus amigos e participe!



Ah, a pipoca e o refrigerante são garantidos :)

15 de set de 2010

Debate com os candidatos membros de nossa Igreja


Os Sínodos Vale do Itajaí e Norte Catarinense, através do Jornal O Caminho convidam: Encontro / Debate com os candidatos, membros de nossa Igreja

Guido Bretzke - Vice Governador
Paulo Bauer - Senador
Hugo Biehl - Senador
Luiz Henrique da Silveira - Senador
Marcelo Schrubbe - Deputado Federal
Gilmar Knaesel - Deputado Estadual
Jean Kuhlmann - Deputado Estadual
Rodrigo Bornhold - Deputado Estadual


Local: Centro Evangélico da Comunidade de Itoupava Central
Rua Pedro Zimmermann, 10.139 - Blumenau - SC
Data: 21/09, às 19h
Mediadores: P. em. Meinrad Piske e P. Renato Luiz Becker

1 de set de 2010

Por que Jesus precisou nascer entre um boi e um burro?

VIDA SIMPLES. Este foi o tema do culto da MiUni, no último domingo, dia 29. A prédica foi realizada de um jeito diferente, com uma pequena encenação feita pelo P. Renato (entrevistador) e por mim (Ana, a dona da estrebaria onde Jesus nasceu, que foi entrevistada).

Para quem não pode estar presente (ou para quem foi e quer ler), publico abaixo o texto que utilizamos para transmitir que, se Jesus não tivesse nascido em uma estrebaria, da forma como foi, hoje o cristianismo teria outra cor...

Lucas 2.1-20

Conforme o evangelista Lucas, Jesus foi parido numa estrebaria. O recenseamento teria oportunizado a viagem do casal José e Maria d da cidade de Nazaré até Belém. Apesar desta história não ser “histórica”, usa-se a mesma para fundamentar as festas natalinas. Desde o ano 300 D.C. que se aponta para uma gruta em Belém, onde se crê que Jesus tenha nascido. O dono da estalagem (personagem desta peça de teatro) não é citado na Bíblia...


Pastor: Faz mais de dois mil anos, o senhor hospedou o casal mais famoso da História e isso, numa estrebaria. O senhor já se deu conta disso?


Dona da estrebaria: Claro que naqueles dias eu não me dei conta disso. Naquela época o homem e a mulher que me pediram pousada formavam um casal comum, gente muito humilde. Ele era um marceneiro com boa postura, mãos fortes. Já ela, uma bela mulher. Lembro que estava com a barriga enorme, perto de dar a luz uma criança. Se bem me recordo as suas bagagens estavam no lombo de um burro.


Pastor: Então o senhor reconhece que hospedou uma mulher que estava prestes a parir um filho na estrebaria junto com os seus animais... Convenhamos!


Dona da estrebaria: O que é que eu poderia fazer? O rei Augusto tinha acabado de mandar fazer o recenseamento da população. Havia milhares de pessoas circulando pelas ruas do nosso país e os homens precisavam deixar contar-se nos países de origem. Por isso todo aquele movimento...


Pastor: Então os seus negócios também foram bons...


Dona da estrebaria: Com certeza! Para nós, os donos de estalagens, aquele vai e vem de pessoas resultou em bons dinheiros. Eu lembro que os quartos que eu tinha para alugar estavam sempre lotados e isso durante semanas. Ainda está fresquinho na minha memória que há mais ou menos 2010 anos atrás, no dia 24 de dezembro, simplesmente “bombava” gente em busca de um teto para passar a noite. Não havia muito que fazer, uma vez que todos os quartos estavam tomados. Todos os meus hóspedes tinham pagado antecipadamente pelos aposentos e eu não podia simplesmente pedir para que eles cedessem o seu lugar. Lembro que nalguns quartos com duas camas chegavam a se hospedar até seis pessoas. Muita gente chegou tarde da noite, pedindo cama, mas tive que despedi-los. Quando aquele casal grávido chegou até mim eu não tive como mandá-los embora e acabei dando um jeito na estrebaria.


Pastor: O senhor bem que poderia ter oferecido o seu quarto de casal para eles, não podia?


Dona da estrebaria: Isso eu nunca fiz. Olha pra mim se eu tenho cara de instituição de caridade e ou de maternidade privada! Faça o favor de levar em conta o fato de que eu não deixei o “santo casal” ao relento, mas o abriguei no único espaço que ainda estava disponível. Lá era quentinho por causa do calor dos animais. O cocho cheio de palha também promovia calor. Eles aproveitaram o mesmo de forma criativa fazendo-o de berço para seu bebê.


Pastor: O seu comportamento é anti-social e a sua desculpa é esfarrapada amigo...


Dona da estrebaria: Eu até teria outro espaço para aqueles dois...


Pastor: Agora fiquei curioso!


Dona da estrebaria: Pense comigo. Se eu, debaixo do protesto dos meus hóspedes, tivesse tirado alguém de um dos quartos da minha estalagem, Jesus não teria nascido sobre o feno, mas sobre um colchão macio. Nenhuma estrebaria! Nenhum cocho! O recém nascido nem teria sido lavado com a água fria, destinada a matar a sede dos meus animais, mas com a água morna do banheiro. Por assim dizer, o nascimento do menino aconteceria num espaço fechado, onde nem mesmo seria notado, onde não chamaria a mínima atenção. Os pastores de ovelhas teriam procurado o menino na estrebaria, tal como os profetas o tinham profetizado e não o teriam encontrado ali. Já os Magos do Oriente teriam que chegar à recepção da minha estalagem e pedir pelo número do quarto onde Jesus estava hospedado com seus pais!


Pastor: Nem pensar! Isso teria nos trazido um problema teológico. Sim porque o fato de Deus ter nascido homem na simplicidade de uma estrebaria é que nos oportuniza bem construir, bem edificar a fé cristã. Se Deus tivesse vindo ao mundo dentro de um quarto de hotel a gente até poderia acusá-lo de ter optado pelo bem-estar. Daí então Ele não teria vindo simples, pobre, para se mostrar ao mundo, mas num bom hotel de cinco estrelas...


Dona da estrebaria: Três estrelas, com o melhor serviço de quarto da região amigo. Eu não quero fazer alarde, mas muitas vezes eu já cheguei a lamentar o fato de não ter oportunizado um daqueles quartos cômodos para a família santa. Nestes momentos o meu pensamento só se centra no lucro que eu podia ter tido com aquela decisão. Hoje minha estalagem ainda estaria “bombando”... Todos iam querer se hospedar nela. Ela teria “status” sagrado e hoje em dia, com certeza, conhecida em todo esse mundo de Deus. Acho que até o pessoal da MIUNI iria querer se hospedar lá um dia desses.


Pastor: É! Você está certo. Tinha que ter sido a estrebaria mesmo. Não fosse isso, não seria esse Jesus que temos hoje: o nosso Jesus. O senhor foi um “mosaico” muito importante na parede da História da Igreja Cristã amigo. Se o senhor não tivesse dito “não”, hoje o cristianismo teria outra cor e milhares de pessoas não teriam a chance de perceber o “romantismo” da estrebaria. Obrigado! Muito obrigado!


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E aqui, algumas fotos de antes, durante, e depois do culto: