4 de mar de 2010

Atenção, cinéfilos!

No ensejo da cerimônia do Oscar, que acontece no próximo dia 7, o portal Taste entrevistou Rubens Ewald Filho. Pioneiro na imprensa brasileira, foi o primeiro a escrever sobre filmes na TV, vídeos e DVDs. Além disso, trabalhou em órgãos como Revista Veja, Rádio Jovem Pan, TV Cultura e Rede Globo.

Para quem gosta de cinema, ou simplesmente quer uma dica de filme, vale a pena ler:

Você consegue identificar em que época seu amor pelo cinema foi despertado?
Não sei a data precisa, mas sei que foi na infância, quando o cinema era a minha válvula de escape da realidade familiar desagradável e repressiva. De certa forma o cinema foi, e ainda é, a minha droga. O cinema é um grande companheiro, nunca nos abandona. Ele se renova, ensina, cobra pouco, faz rir, chorar, pensar, e abre portas para a fantasia.

Quais os 10 filmes imprescindíveis que os amantes do cinema devem ter em casa e rever sempre?
Acho que essa escolha tem que ser pessoal, cada um deve fazer a sua sem se intimidar, escolhendo os filmes dos quais realmente gosta, e não aqueles que os críticos elogiam. A minha lista é feita de filmes que me comovem esteticamente, que me fazem chorar e rir, porque adoro comédias... E cada vez mais gosto de rever os filmes, sejam ou não os da minha lista. Mas dela fazem parte Fellini Oito e Meio, West Side Story, 2001 - Uma Odisséia no Espaço, Cantando na Chuva, Gritos e Sussurros, A Malvada, Crepúsculo dos Deuses, Quanto Mais Quente Melhor, Cidade de Deus e Cinema Paradiso.

Taste: No próximo dia 7 de março você irá comentar, pela 25ª vez consecutiva, a cerimônia de entrega do Oscar, comemorando suas bodas de prata com a estatueta. Como você avalia as transformações que ocorreram no evento ao longo de tantos anos?
Pela primeira vez nesses 25 anos a festa do Oscar coincide com o meu aniversário, uma maneira ótima de comemorar... Em 2010 surgiram algumas alterações no formato da cerimônia, como a inclusão de dez finalistas na categoria de melhor filme. E não teremos premiados especiais. Outras mudanças realmente ocorreram ao longo do tempo, mas como tudo se resume na briga pela audiência, elas têm sido lentas e cosméticas. Continuo achando a festa muito longa, difícil de acompanhar, porém o público ainda acredita no Oscar. O valor do prêmio e seu prestígio continuam inabaláveis. Agora, um palpite pessoal: o filme Avatar, o mais popular da década, tem grandes chances de perder a estatueta. E, caso Guerra ao Terror ganhe, a indústria cinematográfica estará dando um tiro no pé, porque é um filme que o público feminino detesta. Daí...

Leia a entrevista na íntegra clicando aqui.

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