20 de jul de 2010

Convite à dança

Publicado no jornal A Notícia, o texto abaixo sintetiza a história do Festival de Dança de Joinville: o maior do mundo.

O cartaz do Festival de 2010 foi criado pelo artista Ricardo Kolb


O Festival de Dança já é um adulto maduro de 28 anos que nasceu nos palcos de Joinville, mais precisamente, na Sociedade Harmonia-Lyra, mas que morou em outras “casas” e hoje tem o Centreventos Cau Hansen como sede. A gestação prematura - o evento inicialmente estava marcado para ocorrer no mês de dezembro, mas o calor e o período de férias fez com que fosse antecipado para julho - não fez dele uma criança problemática ou superprotegida. Pelo contrário, o festival passou pelas crises normais da adolescência mas, no fim das contas, se tornou um profissional reconhecido na área artística. Embora muitos acreditassem que ele não viveria por muito tempo, o festival atualmente se gaba da boa forma alcançada a partir dos anos de experiência, já servindo de inspiração para outros eventos do gênero. Este é só um resumo dos bem vividos anos do já considerado o maior festival do mundo pelo “Guinness Book” desde os 23 anos. Mas esta trajetória pode também ser vista pela ótica dos cartazes que acompanham todas as fases do crescimento do joinvilense. A exposição será aberta hoje, às 19 horas, no Mercado Público Municipal Germano Kurt Freissler, e ficará permanentemente no espaço. Diferente dos 27 que o antecedem, o cartaz desta edição, que também faz parte da mostra, deixa de lado os designer gráficos e as imagens objetivas, para mergulhar nas artes. A produção que inaugura a proposta do Instituto Festival de Dança é do artista plástico Ricardo Kolb, considerado a revelação da 18ª Coletiva de Artistas de Joinville, em 1988. Nos próximos anos, outros artistas serão selecionados para elaborar obras inéditas que ilustrarão cada edição. A obra que originou o cartaz, intitulada “Dance”, é feita a partir da técnica que usa o carvão mineral, giz de cera e terra extraída da própria Joinville. O trabalho mede 1,2 metros por 1,7 metros e também estará exposto no mercado. A ideia, explica Kolb, é “trazer um ar de mistério. Por ser uma composição inacabada, representa o imaginário e a expectativa”. O QUÊ: exposição de cartazes do Festival de Dança de Joinville. QUANDO: a mostra é permanente. A visitação pode ser feita diariamente, das 7 às 22 horas. ONDE: Mercado Público Municipal Germano Kurt Freissler, na praça Hercílio Luz, s/n, Centro, Joinville. QUANTO: entrada gratuita. Saiba o histórico de algunas cartazes do festival: 1983 - 1º Festival de Dança de Joinville A Sociedade Harmonia-Lyra, prédio histórico no Centro de Joinville, é o palco da primeira edição do evento. Joinville passava por um dos seus piores períodos de cheias, o que complicava o deslocamento na cidade e mesmo no Estado de Santa Catarina. Para surpresa dos organizadores, 40, dos 47 grupos inscritos, participaram, reunindo cerca de 600 bailarinos. Foram cinco dias de apresentações, com espetáculos dos gêneros clássico, moderno, jazz e folclórico. 1997 - 15ª edição O Festival de Dança de Joinville chega em 1997, sem falhar um ano, à 15ª edição, com 13 dias de duração. Naquele ano, o evento já era considerado o maior festival de dança. Entre os convidados especiais estavam o Balé Nacional de Cuba, dirigido por Alicia Alonso, e Ballet Nacional da Colômbia. Também subiam ao palco os bailarinos Ana Botafogo, Lienz Chang, Cecília Kerche e Hermann Pinquin. 2005 - 23ª edição Nesta edição, o festival recebe a citação no “Guinness Book”, oficializando o título de maior festival de dança do mundo. Produzido pela primeira vez em 1983, estende-se ao longo de pelo menos dez dias, e a ele comparecem 4,5 mil dançarinos brasileiros e estrangeiros, de mais de 140 grupos amadores e profissionais, com uma assistência de mais de 200 mil pessoas a cada ano.

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